Arquivo para Junho, 2007

De blog pra blog: Made in Muqui

brilhantinos

Por: Luiz Eduardo Neves

Azul e Rosa, lindas cores que dão vida à bandeira do estado do Espírito Santo. As cores também dão nome a um blog sobre a terra da moqueca na panela de barro.

Os alunos do 4º período de jornalismo da UFES – Universidade Federal do Espírito Santo, Luiz Paulo e Catarina Carneiro, responsáveis pelo canal, são bem diretos quanto a sua proposta: o assunto é o Espírito Santo - cultura, turismo, política e o que mais ocorrer no estado Azul e Rosa.

Bem, estava pronto para embarcar em uma viajem pelo Estado nesse bonde e fui parar direto em Muqui por causa da série de reportagens centradas no município.

Fiquei por dentro da charmosa cidade do sul em matérias sobre a cultura, a história, o cinema e figuras interessantes como Brilhantino, que teve até um filme sobre ele lançado pelo projeto Revelando Brasis.

O amor que Luiz e Catarina têm pela terrinha é coisa de filho. Porque vai gostar assim de Muqui lá no Espírito Santo.

Nota: Nós do Boca não somos de Muqui, mas gostamos do pessoal de lá.

O caos no transporte urbano

Por Geize Miranda 

pic_0115.jpg  pic_0114.jpg 

O transporte coletivo é o meio utilizado por meio milhão de pessoas para se locomoverem, irem para o trabalho, escola, passear e etc, na Região Metropolitana da Grande Vitória. Porém, o transporte coletivo é um caos. As passagens são muito caras e a qualidade do transporte é péssima.

É difícil um dia que não entramos em um ônibus pingando pessoas pelas portas. Olhando de fora parece impossível caber tanta gente num espaço tão pequeno. Parece até estar desafiando as leis da física, vários corpos ocupando o mesmo lugar no espaço.

Para chegar até a Ufes, eu pego dois ônibus todos os dias. Preciso passar pelo terminal. Como os horários que utilizo o transporte são horários de pico, os ônibus estão abarrotados. Para ir sentada, preciso esperar que três ônibus saiam, ou seja, fico esperando durante meia hora só para ir sentada (e isso não é garantia de poder escolher um lugar).

Na volta para casa, também em horário de pico, a situação é pior. Saio de Vila Velha e, novamente, passo pelo terminal para pegar o Campo Grande. Nesse horário o tempo de espera por uma cadeira é maior, principalmente na 6ª feira.

Eis apenas uma amostra do que é possível ver nos terminais. Além da confusão generalizada. Gritaria, xingamentos, empura-empurra.

pic_0110.jpg  pic_0112.jpg

Não sei se por ironia (essa foi a primeira impressão que tive), a CETURB, ao lançar o sistema de bilhetagem eletrônica, coloca dentro dos coletivos um cartaz com os seguintes dizeres: “Conforto, tranqüilidade e tecnologia. O que você espera dos nossos ônibus vai encontrar neste cartão”.

pic_0293.jpg

Como isso será possível, se muitas vezes nem conseguimos embarcar nos ônibus de tão cheios que estão?

Como li no blog LOUCURA EMBUTIDA, “se tudo funcionasse bem, pra que as pessoas tirariam seus carros da garagem para ir ao trabalho ou à escola todos os dias? Se o transporte coletivo funcionasse, fosse confortável, seria bem melhor andar de ônibus do que de carro”.

A CETURB diz que a oferta de ônibus é feita de acordo com a demanda de passageiros.

“Embora a oferta de veículos esteja dimensionada para uma lotação normal, o grande volume de passageiros nos “horários de pico”, no início e final das jornadas de trabalho da indústria, comércio e demais serviços, combinado com o congestionamento de trânsito produzido por um aumento extraordinário do volume de carros nas ruas nesse período, provocam um desencontro inevitável entre a oferta e a demanda”.

Enquanto não encontram uma solução para esse caos, somos obrigados a suportar os ônibus em condições desumanas de transporte.

De blog pra blog: Naftalina

Pense Bem, Pogo Boll, corrida de champinha, seriados japoneses, enfim, tudo quanto é traquitana divertida da década de 80 tem vez no Naftalina.

Por: Luiz Eduardo Neves

O blogg Naftalina já nasceu um clássico. Idealizado por dois estudantes do curso de jornalismo da UFES – Universidade Federal do Espírito Santo, Helbert Paulino e Thaís Paoliello, o canal fala sobre brincadeiras e brinquedos que fizeram a cabeça da molecada dos anos 80.

A matéria que mais chamou a atenção foi a lembrança da invasão nipônica na TV brasileira da época. Jaspion, Jiraia, Giban, Changeman, Cybercops, Lion-man, Flash Man, Solbrain, Winspector, Maskman, entre outros heróis defenderam a Terra, ou melhor, o Japão de infinitas tentativas destruição total.

Exibir séries japonesas não era monopólio da Manchete. A Bandeirantes também presenteou a galera com pelo menos duas sagas. Uma delas foi a de Metalder, o homem-máquina, que conta a trajetória emocionante de um robô órfão em busca do autoconhecimento.

A verdade é que os live-actions do oriente eram as novelas da criançada. Todo mundo antes ou depois da escola não perdia o episodio do seu personagem preferido. E o roteiro das histórias, mesmo abordando a ética do bom herói, era sempre recheada com porradas, socos, chutes, efeitos sonoros, espadas lasers, robôs gigantes, monstros gigantes e maquetes arruinadas.

A alguns anos a única coisa parecida exibida na TV é Power Rangers. Neste caso a única herança dos japas foram os floreios, pois as boas tramas não foram incluídas no pacote.

E por que parou? Nunca mais se ouviu falar nos heróis do lado de lá. Mas a parada não morreu não. Até hoje é produzida a série Kamen Rider. No Brasil, a Manchete exibiu duas versões Black e RX. Lá no Japão já foram ao ar pelo menos mais cinco, sendo que, a última é de 2006. No You Tube dá para assistir alguns episódios (pena que sem legenda!).

As programações infantis são como os terrenos baldios onde eram travadas as épicas batalhas entre o bem e o mal, mas, hoje, sem as explosões e as pancadarias estão vazias e sem graça.

Nos caminhos da Reciclagem

Por Geize Miranda

Reciclagem é um conjunto de técnicas que tem por finalidade aproveitar os detritos e reutiliza-os no ciclo de produção de que saíram. É  resultado de uma série de atividades, pela qual materiais que se tornariam lixo, ou estão no lixo, são desviados, coletados, separados e processados para serem usados como matéria-prima na manufatura de novos produtos.

Segundo o IBGE, o Brasil produz 228 mil toneladas de lixo por dia. Em média, mais de um quilo por pessoa e só 11% são reciclados.

Em alguns casos, não é possível reciclar indefinidamente o material. Isso acontece, por exemplo, com o papel, que tem algumas de suas propriedades físicas minimizadas a cada processo de reciclagem, devido ao inevitável encurtamento das fibras de celulose.

Em outros casos, felizmente, isso não acontece. A reciclagem do alumínio, por exemplo, não acarreta em nenhuma perda de suas propriedadades físicas, e esse pode, assim, ser reciclado continuamente.

Os materiais que podem ser reciclados são: papel e papelão; água proveniente de processos industriais; garrafas PET;  latas de alumínio; vários tipos de metais: cobre, aço, chumbo, latão, zinco; plásticos; pneus; tinta; restos da construção civil; restos de alimentos e partes dos mesmos que não foram aproveitadas; óleo; galhadas; garrafas de vidro (cervejas, refrigerantes, etc); tecido (sobra de confecções, roupas velhas, etc) e parafusos

Para muitas pessoas que trabalham na reciclagem (em especial os que têm menos educação formal), a reciclagem é uma das únicas alternativas de ganhar o seu sustento, como já foi mencionado no post Sobreviventes do lixo.

Vale lembrar que o manuseio do lixo deve ser feito de maneira cuidadosa, para evitar a exposição a agentes causadores de doenças.

Peguei no Wikipedia alguns dados sobre o tempo de decomposição do lixo no meio ambiente:
• Papel: de 2 a 4 semanas
• Palitos de fósforos: 6 meses
• Papel plastificado: de 1 a 5 anos
• Cascas de bananas: 2 anos
• Chicletes: 5 anos
• Latas: 10 anos
• Pontas de cigarros: de 10 a 20 anos
• Couro: 30 anos
• Embalagens de plástico: de 30 a 40 anos
• Cordas de náilon: de 30 a 40 anos
• Latas de alumínio: de 80 a 100 anos
• Tecidos: de 100 a 400 anos
• Vidros: 4.000 anos a 1 milhão de anos
• Pneus: indefinido
• Garrafas PET: indefinido
• Filtro de cigarro: 1 a 2 anos
• Madeira pintada: 13 anos
• Fralda descartável: 600 anos
• Tampa de garrafa: 150 anos
• Pano: de 6 meses a 1 ano

O vídeo abaixo mostra uma grande idéia para o destino das garrafas PET, confira:

Continue lendo ‘Nos caminhos da Reciclagem’

Eu sou a informação.

quebracabeca2.jpg

Um artigo sobre a cibercultura - um mundo cheio de incertezas e peças ainda fora do lugar.

Por: Luiz Eduardo Neves

A modernidade

O grande boom da pós-modernidade está ligado diretamente ao advento do computador. Mas essa analise não pode ficar centrada na máquina, e sim na transformação cultural que ela determina.

No início a comunicação do homem era por meio da oralidade – sem pouca abrangência, a história era passada de geração em geração sem registro algum. A escrita já possibilitou o desenvolvimento deu inicio ao saber de massa com os livros e mais a frente com o jornal impresso, aumentando a abrangência da informação. Com o computador surgiu a possibilidade bem maior possibilitar o acesso a uma informação, criando a chamada rede digital global, que viabiliza a integração mundial por meio da informação. Continue lendo ‘Eu sou a informação.’

Off Topic: Prova

A INTERNET como mídia de multidão e controle da vida
  Por Geize Miranda

Quando pensamos em multidão, logo vem à mente a idéia de um aglomerado de pessoas, simplesmente. Porém, Antônio Negri define MULTIDÃO como

“mais do que uma soma de cooperantes. É um conjunto de singuladaridades cooperantes que se apresentam como uma rede, uma network, um conjunto que define as singularidades em suas relações umas com as outras”.

Somos sujeitos com singularidade, ou seja, produzimos diferença. Se fôssemos apenas indivíduos, produziríamos apenas repetições do mundo. Enquanto indivíduos construímos relações com outros indivíduos.

Na internet não existe um ponto central que emite a informação e sim existe uma “multidão” promovendo trocas de informações.

Portanto, a internet também é uma mídia de multidão. Ela permite a relação de indivíduos através das comunidades virtuais. Porém, diferentemente dos meios de comunicação de massa, a internet permite que o indivíduo determine o seu existir e o não-existir.

Pierre Levy explica isso em Cibercultura:

“O ciberespaço como prática de comunicação interativa, recíproca, comunitária e intercomunitária, o ciberespaço como horizonte de mundo virtual vivo, heterogêneo e intotalizável no qual cada ser humano pode participar e contribuir”

“Uma comunidade virtual é construída sobre as afinidades de interesses, de conhecimento, sobre projetos mútuos, em um processo de cooperação ou de troca, tudo isso independentemente das proximidades geográficas e das filiações institucionais”.

As tecnologias de última geração facilitam a ação de comunicação e a troca de informações com velocidades e qualidades cada vez melhores.  Na base da pirâmide econômica e social, em larga escala, estão as populações que vivem à margem deste progresso. Para este grande público, o acesso à informação e à comunicação se dá, na maioria das vezes, por intermédio dos meios de comunicação em massa (ex: televisão e rádio).

A grande maioria da população não tem condições de contratar um serviço de tv por assinatura para se livrar da péssima qualidade dos programas que passam na tv convencional, por exemplo. É sabido que existem milhares de pessoas que valorizam a popularidade destes programas ao proporcionar índices de audiência elevados. Neste caso, o aspecto que influencia é meramente cultural ou educacional.

A internet veio para destruir a sociedade de massa.

A internet não afeta o espaço público, uma vez que o indivíduo é quem busca a informação. O que um indivíduo acessar não será transmitido automaticamente a todos os usuários, mas somente aos que desejarem obter as mesmas informações.

A Internet também é uma mídia de controle porque há mecanismo de controle que condificam os lugares por onde o internauta navegou como o protocolo TCP/IP. Ou até mesmo programas que controlam e podem bloquear no seu computador certas páginas da web.

Para Sandra Rodrigues Braga e Vânia Rubia Farias Vlach, professiras de Geogafia, “o biopoder, utilizando pseudo-argumentos biológicos, escolhe a quem deixar morrer. Para essa escolha, a partir do último quartel do século passado, passa-se a dispor de instrumentos altamente sofisticados, baseados em uma linguagem digital comum, por intermédio da qual a informação é gerada, armazenada, recuperada, processada e transmitida.”

O biopoder como a biopotência passam necessariamente, e hoje mais do que nunca, pelo corpo. O poder já não se exerce desde fora, nem de cima, mas como que por dentro, pilotando nossa vitalidade social de cabo a rabo. Não estamos mais às voltas com um poder transcendente, ou mesmo repressivo, trata-se de um poder imanente, produtivo. Como o mostrou Foucault, um tal biopoder não visa barrar a vida, mas tende a encarregar-se dela, intensificá-la, otimizá-la.

As Crianças e o Lixo

Por Geize Miranda 

O Brasil produz cerca de 180 mil toneladas/dia de lixo, média de quase 1 quilo por habitante. Há 20 anos, a média diária de produção de lixo no Brasil era de 0,6 quilo por pessoa, sem contar que a população era de aproximadamente 140 milhões de brasileiros, o que gerava uma montanha de 84 mil toneladas/dia, 114% a menos que atualmente. Continue lendo ‘As Crianças e o Lixo’

The black dance of the celebrities

Por: Luiz Eduardo Neves

É, esse negócio de concurso de dança na TV não é novidade de Faustão. Danças de salão como valsa, sapateado, dança flamenca, dança do ventre, bolero, lambada e muitas outras estão na memória de muita gente nova ou velha.

Mas dúvido que alguém já tenha visto um concurso de dança black. E não é break dance não. A parada vai mais longe. Até James Brown passou mal com os passinhos. Saca só:

 

Daí o pequeno Michael se empolgou…

Palco virtual

Grupos de rap aproveitam as novas mídias para divulgar o seu trabalho.

Por: Luiz Eduardo Neves

O hip-hop capixaba, desde a segunda metade dos anos 80, anda pelos caminhos do underground, assim como grande parte deste movimento cultural no país.

Hoje para um grupo de rap divulgar o seu trabalho no ambiente cyber há um mundo de opções – blogs, my space, orkut, sites e assim vai. Acabou a era dos zines. Agora a informação é disseminada pela web.

Um ótimo exemplo é o grupo de rap local, o Inversão Brasileira, formado por dois MC’s e um DJ, que produziu o seu próprio vídeo clipe com uma câmera caseira e uma ilha de edição de mesma procedência. Tudo graças ao fácil acesso às tecnologias – “barateamento”!

Esse é o terceiro vídeo clipe de um grupo de rap capixaba.


Arquivos

a

Atualizações do Twitter

Flickr

Ilha do Príncipe 08.07.09 - Orelhão

Vila Rubim 08.07.09 - O Mendigo

Praia de Itapoã 08.07.09 - Base colorida

Jardim da Penha 08.07.09 - O ponto

More Photos