Arquivo para Julho, 2007

Chore ou morra de rir!

tv laje

A abertura do Pan foi ontem, mas o Pam Pam já ta rolando há muito tempo.
 
Por: Luiz Eduardo Neves
 
Ontem, dia 13 de julho, aconteceu a grande festa de abertura da décima quinta edição dos Jogos Pan-Americanos sediada no Rio de Janeiro. Foi uma grande festa com direito as altas produções das aberturas anteriores. Fora as vaias ao nosso presidente, tudo aconteceu nos conformes.
 
Todos os grandes meios de comunicação fizeram a cobertura do evento. Mas um canal independente e virtual de televisão foi o único a cobrir o jogo que come solto a muito tempo no Rio, é o Pam Pam 2007.
 
O vídeo roteirizado, produzido e editado por Ronaldo “Caxote” Rosemberg é uma denúncia bem humorada sobre a violência sofrida pelo povo brasileiro enquanto são gastos bilhões de reais para realizar um evento muito importante para o turismo, mas que vai de encontro à realidade.

Entre as modalidades praticadas no Pam Pam estão o tiro ao alvo, o xadrez e a corrida.

Além da brincadeira, “o vídeo é um exercício para a garotada aprender a lidar com as novas mídias”, explica Caxote. “A audiência da TV digital funcionará como no YouTube: as pessoas irão assistir o que quiserem em qualquer hora. Não vai mais existir horário nobre”, prevê.
 
O TV Laje, apresentado por Gustavo Tostes, está disponível no YouTube. É para chorar ou morrer de rir!

Para onde caminha o rádio?

rádio versus

Novas tecnologias, meios de comunicação globais, possibilidade de a audiência fazer o seu próprio canal de informação, maior freqüência de zap (mudança de canal). Será que o rádio sobrevive ao século XXI?

Por: Luiz Eduardo Neves

Em 1950, com a inauguração da primeira emissora de televisão no Brasil, foi decretado o fim do rádio. Isso aconteceu também com a invenção do celular na década de 90. E atualmente o discurso continua com a internet.

Na realidade o rádio está se adaptando, ou melhor, se desenvolvendo com o advento das novas tecnologias. Segundo o radialista Namy Chequer “o que se inventou foi apropriado pelo rádio”. Ele citou a rede mundial de computadores como uma das principais fontes para a produção de seu programa de rádio.

O estudante de Letras-Português da UFES Marcos Ramos, de 19 anos, não acredita no fim do rádio, mas a muito tempo deixou de acessar o meio. “Hoje escuto muita música no computador e no meu MP3. Eu faço minha própria rádio”, afirma.

Informação

Não é só de música que sobrevivem as AMs e FMs, mas de informação.

O meio rádio é um canal imediatista. Acontece um engarrafamento, por exemplo, e os ouvintes ficarão sabendo a melhor rota alternativa por meio do repórter que está cobrindo a matéria ao vivo pelo celular.

A mesma agilidade é exigida da internet, mas “as notícias transmitidas pela rede são rasas e superficiais. A internet é complementar”, alerta Namy.

Tradição

Uma verdadeira surpresa em meio aos estudantes do campus da UFES é o futuro jornalista Marlon Marques, de 24 anos, que acompanha as tradicionais emissoras radiofônicas.

Ele também acredita que o rádio não vai acabar. “O que deve acontecer é partir para um mix de veículos, com um complementando o outro”, opina.

Estranho mesmo, para os tempos da pós-modernidade, é a reunião de pessoas para acompanhar um mesmo programa de rádio.

Marlon, além de escutar a programação da Universitária FM, senta-se com seu irmão na mesa da cozinha de sua casa para ouvir o programa diário de Namy Chequer. “Ele apresenta notícias do cotidiano sob um outro olhar, sendo sério e cômico ao mesmo tempo”, descreve o estudante.


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