Ilha das Flores é um clássico atual e arrebatador.
Por: Luiz Eduardo Neves.
É uma vergonha para alguém que diz ser cinéfilo. Mas é isso que senti, pois só conheci a obra prima de Jorge Furtado nesses dias. Ilha das Flores é um curta-metragem que diz tudo em apenas 13 minutos.
Também não vou tentar me redimir dizendo que pesquisei os vídeos do diretor e topei com Ilha. Na verdade, foi quase isso.
Escutei o nome da criança pela primeira vez em uma aula do curso de jornalismo, na qual um dos meus colegas de classe perguntou se o professor já havia assistido o tal filme. Com a negativa do mestre, o rosto do aluno ficou com uma expressão de “porra, que idiota”. Tudo bem, pois saber mais em alguma coisa do que um cara que está lá para te ensinar vale uma tiração de onda. O problema foi eu também vestir a carapuça de idiota. E isso durou apenas 2 segundos.
Depois só lembrei do fato quando, num dia ao arrumar o meu armário, encontrei um dvd com as obras de Jorge Furtado, que a muito copiara de uma amiga.
O lance foi colocar o piratão para rodar e assistir o tão comentado Ilha das Flores.
Quando terminou senti um misto de exaltação por ter passado por uma experiência audiovisual chocante (e consciente) e um questionamento do porque não havia passado por aquilo antes.
A história conta a trajetória de um tomate, desde a plantação até ser jogado no lixo. Aos olhos do espectador o processo de geração de riqueza e as desigualdades surgem no meio do caminho.
Não se sinta um idiota. Assista o curta pelo Porta Curtas ou abaixo:

