Por: Luiz Eduardo Neves
Calçadão da Praia da Costa, um dos balneários mais bonitos do Espírito Santo, onde várias pessoas caminham e passeiam com seus melhores amigos, os cães. Neste mesmo cenário um cãozinho faz suas necessidades fisiológicas em meio ao calçadão num dos horários mais movimentados. Pior, o dono continuou andando após o ato, como se não estive acontecido nada.
O fato acima descreve um dos maiores problemas de saúde pública no bairro: as fezes de animais nas ruas e calçadas. Segundo a moradora Andréia Souza, de 40 anos, “a maioria das pessoas ainda passeiam com seus cães sem as sacolas plásticas”. E sugere, “poderiam ter pelas ruas placas informativas e lixos para este fim”.
Já o ambulante, Denis Alves, de 28 anos, sinaliza que nas ruas distantes da orla o quadro é pior. “No calçadão é mais difícil ver algum dono deixar de limpar a via, pois está tudo mundo olhando”.
O exemplo de consciência são as moradoras Iracilda de Novaes, de 38 anos, e Lara de Novaes, de 12, que sempre carregam um artigo indispensável para os passeios com Toby, o saquinho plástico. “Ter um animal é ter responsabilidades, por isso, faço a minha parte”, afirma Iracilda.
A médica veterinária, Dra. Gabriela Gurgel Nicolai, alerta que “as fezes do animal podem transmitir doenças, pois crianças e adultos podem ser contaminados através da pele, andando descalços ou colocando a mão na boca”. E lembra, “a culpa da falta de higiene não é do cachorro, mas do dono”.
Siga as dicas de prevenção da médica veterinária Dra. Gabriela Gurgel Nicolai:
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Recolha as fezes dos cães em casa e durante os passeios nas ruas, praças e parques. Recomenda-se utilizar saquinhos e luvas plásticas;
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Recolha as fezes do animal antes de lavar o ambiente, para não aumentar sua contaminação;
- Use produtos de limpeza indicados para o controle dos agentes causadores de zoononses, como amônia quaternária, água sanitária e água fervente;
- Vermifugue regularmente o seu cão.

Lara e Iracilda de Novaes, exemplos de cidadania.