Arquivo para Outubro, 2007

Gestão ambiental vira moda

Gestão ambiental chega ao mercado da moda, aumentando as vagas de emprego e diminuindo a agressão ao meio ambiente.

Por: Cíntia Cazate, Fabiana Tessinari, Luiz Eduardo Neves e Raphaella Rodrigues

Como obter lucros e produzir produtos de alta qualidade sem agredir a natureza? A busca da resposta para essa questão está mudando o processo produtivo de industrias do ramo têxtil, como a GB Lavanderia e a Marles (vide box), que agridem diretamente o meio ambiente por meio de resíduos tóxicos e a cultura da matéria prima para a confecção das malhas.

O jeans é o “carro-chefe” do mercado capixaba, entretanto, antes de ser comercializado precisa passar por um processo de lavagem, pois é um tecido muito duro, e seria impróprio para uso se não fosse “amaciado”. Esse processo é muito prejudicial ao meio-ambiente e no composto utilizado há vários tipos de toxinas que poluem rios e mares. A GB Lavanderia, sediada em Colatina, é pioneira no Brasil em tipos alternativos de lavagem do jeans. A empresa desenvolveu uma técnica que não utiliza nenhum tipo de produto no material. O tecido é lixado manualmente e depois “lavado” com pedras (processo físico). A empresa está no mercado desde 1996 e o processo de lixamento (tecnologia orgânica) foi implantado no ano 2000. A lavanderia, que no ano de sua criação possuía 22 funcionários, atualmente conta com 120. Desses, 80 trabalham somente com o lixamento. “Uma atitude que é ecologicamente correta, passa a ser também social, à medida que gera muitos empregos”, relata Brito, gerente geral da GB.

Ainda na região Norte do Estado podemos encontrar inúmeras indústrias do ramo têxtil. As de grande porte, em sua maioria, fazem um trabalho interno de reaproveitamento e utilizam produtos biodegradáveis em suas lavanderias. Porém, pensar nas questões ecológicas hoje aumenta as despesas em torno de 45%. No caso das pequenas e médias indústrias, o SEBRAE está mapeando as condições para a implantação de projetos similares aos das grandes fábricas. Segundo a gestora de projetos do SEBRAE, Ana Karla Vitória Macabú, essa é uma medida para médio e longo prazo, já que a preocupação inicial dessas empresas é conseguir se estabilizar no mercado.

Moda Sustentável

moda marles bamboo

A malharia Marles, no mercado há 35 anos, lançou há um ano e meio a marca Bamboo, uma linha de tecido produzida com a fibra de bambu. A roupa produzida com o material, além da leveza, possui outros atributos, como a proteção contra os raios UV; elimina odores do suor; não forma pilling (bolinhas); e é termodinâmica, se faz calor esfria e no frio fica refrescante.

Segundo a gerente e marketing da malharia paulista, Priscila Canccian, “as fibras da maioria dos outros tecidos são extraídas da celulose de eucalipto, que não é uma planta nativa do Brasil e que agride bastante o solo, formando os desertos verdes”. Já o bambu é uma cultura sustentável por crescer cerca de 20 cm por dia. A plantação se renova um ano após a colheita.

Outras malharias, como a Menegotti, também já estão produzindo com o tecido ecologicamente sustentável. Mas o valor do produto final ao consumidor ainda é salgado por conta da importação da fibra, que é de produção exclusiva da China.

Competição de MMA em Vitória

 Para os lutadores vale quase tudo em busca da glória.

munil vs albino

“Por que não ouvi minha mãe e fiz natação”, pensa Albino na espera pelo golpe de Munil enquanto Carlão observa.

Por: Fernando Faé e Luiz Eduardo Neves

Logo após o anoitecer do domingo o tempo fechou na Grande Vitória-ES. Aconteceu no dia 07 de outubro, a partir das 18h, no Ginásio do Clube Álvares Cabral, o Universidade Fight Show (UFS), um evento esportivo de artes marciais, no qual os lutadores se dagladeiam em um ringue, ou arena, octagonal cercado por grades, criando uma sensação de que quem está lá dentro são gladiadores que arriscam as suas próprias vidas em troca do grande prêmio: a glória.

O UFS encheu o Álvares de gente com sede de ver furiosos combates entre atletas locais e de outros Estados. Gritos exaltados do público, como “acaba com ele” e “chuta, chuta (o corpo do adversário)”, marcaram as sete lutas de MMA, o antigo Vale-tudo, e duas de Muay Thai (Boxe Thailandês).

Um dos desafios mais quentes da noite foi a 6º luta. De um lado da arena Albino Mendes, de 26 anos, com 1,63 de altura, 65kg, representando a equipe Orions (Guarapari-ES) e com um casting de 3 lutas e 2 vitórias. Do outro Munil Adriano, de 24 anos, com 67kg, 1,69 de altura, representando a Academia Central da Luta (Bragança Paulista-SP) e com um casting de 2 lutas e 2 vitórias. Os dois são especialistas em muay thai e jiu-jitsu.

Soa o gongo que dá início a um primeiro round morno, pois são nesses minutos que os adversários se analisam antes do “porradeiro” propriamente dito. Segundo round: Munil não se intimida por estar longe de casa e golpeia com um chute frontal o abdômen de seu adversário. A reação de Albino vem com uma seqüência de socos, da qual um direto acerta em cheio o rosto do visitante, mostrando que o combate não será vencido com facilidade. Esse segundo tempo é mais feroz, mas equilibrado, com o corpo a corpo acontecendo com freqüência no chão.

O terceiro e último round é o momento do qual os lutadores soltam seus golpes como se fossem os últimos. A partir daí, Munil já domina a arena octagonal, subjugando o anfitrião pelos longos três minutos. Mesmo assim Albino resiste, dando para o Paulista uma vitória por pontos.

Vale-tudo ou MMA?

fernando fae e carlão barreto

Fernando Faé cara a cara com Carlão Barreto em entrevista no Hostess Hotel da Praia da Costas, em Vila Velha-ES.

Embora muitas pessoas continuem a se referir às competições de estilo livre com o nome de vale-tudo, essa modalidade de luta é hoje conhecida como MMA (mixed martial arts), e a diferença não está só no nome. O primeiro aspecto são as regras: Não se pode atingir em nenhuma hipótese a coluna do adversário nem chutar seu rosto enquanto ele estiver ao chão. “Já não é mais vale-tudo há muito tempo. Já existem várias regras estabelecidas”, explica Carlão Barreto, árbitro principal, treinador e comentarista de competições de MMA. Outra diferença está no perfil dos competidores. O vale-tudo era uma luta entre dois estilos diferentes (jiu-jitsu contra karatê, por exemplo), já os atletas de MMA praticam diversas modalidades e treinam especificamente para o esporte. “Criou-se uma nova modalidade de luta. Eu digo para os meus amigos que o MMA é para as artes-marciais o que o triatlon é para o esporte em geral. O MMA é o triatlon das lutas, já que envolvem as três modalidades: As de luta em pé, as de queda e as de chão. E precisamos ter as valências físicas dessas três modalidades. Então hoje está nascendo uma nova geração de atletas, de super-atletas, de super-lutadores”, salienta Carlão Barreto.


Arquivos

a

Atualizações do Twitter

Flickr

Ilha do Príncipe 08.07.09 - Orelhão

Vila Rubim 08.07.09 - O Mendigo

Praia de Itapoã 08.07.09 - Base colorida

Jardim da Penha 08.07.09 - O ponto

More Photos