O Buraco do Ozônio

Autor: Cícero Lins de Moura

Nunca fiz uma queimada
Não desmatei Amazônia
Não provoquei a insônia
da gente ameaçada.
Não sou parte da cambada
Não mandei matar “Anatônio”,
Agora quero saber
o que eu tenho a ver
com o buraco do Ozônio.

Não fabriquei o “spray”
Não joguei lixo no rio,
Nem junto ao meio-fio,
onde estacionei.
Não fui eu que entreguei
nossas matas ao “Sinfrônio”,
pra crescer meu patrimônio…
Eu queria entender;
o que eu tenho a ver
com o buraco do Ozônio.

Não poluí o espaço
Não fabriquei foguetório
Nada fiz de “explosório”,
provocando estardalhaço.
Não aumentei o mormaço
que cozinha o neurônio
na cuca do “Teotônio”…
Não posso compreender
o qu eu tenho a ver
com o buraco do Ozônio.

Nunca mexi no buraco
do Ozônio, ou de alguém,
e, agora, você vem
querendo encher o meu saco.
Deixe de balacobaco…
Vá cobrar do “Zé Bertônio”,
depois venha me dizer
o que eu tenho a ver
com o buraco do Ozônio.

FIM

Fonte: Folheto número 65 da Coleção Cordel Cicatriz

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