Archive for the 'atualidade' Category

Rei do pop e seus fãs posers

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“Jacko”, além do seu potencial artístico e com o disco mais vendido de todos os tempos, já entra para história como sendo o único homem a nascer negro e morrer branco.

Por Janine Pozesjanine_pozes@hotmail.com

O que para o mundo é uma perda muito grande, não me abala tanto. Tá certo que o Michael Jackson era um ícone do cenário pop mundial, mas pra mim ele era um ser humano psicologicamente perturbado. Eu não tenho nada contra ele, muito pelo contrário, acho que ele merecia a denominação de “Rei do Pop”. Eu nunca fui fã e nem me tornei uma fã da noite para o dia só porque ele morreu. É extremamente estranho a quantidade de gente que só conhece uma música ou por ouvir todo mundo dizendo que o cara era bom, se autodenominam fãs. Engraçado que depois da morte, o cara em 24 horas triplicou a venda de CDs. Agora me diz: os artistas só têm valor depois que morrem?

Depois da morte de Jackson, apareceram várias pessoas dizendo que já fizeram algo para ele do tipo “segurei o guarda-sol pra ele”, “tenho o sofá que ele descansou durante as gravações”, “Levei água pra ele” e por aí vai.

Um fato engraçado foi o clipe de nome “They Don’t Care About Us” gravado no Brasil em 1996. No dia da estréia do clipe, tão aguardada pelos brasileiros, principalmente por moradores do morro de Santa Marta no Rio de Janeiro e do Pelourinho em Salvador, aconteceu uma inesperada mudança de planos.

Michael Jackson que havia produzido uma segunda versão para o videoclipe, com cenas de brigas, crianças com fome e cenas em um presídio fictício, utilizou esta versão para a estréia e foi ela que ficou bastante conhecida nos EUA e Europa, e onde está o Brasil nessa história? Fácil, nos 3 segundos finais do clipe lançado. Continue lendo ‘Rei do pop e seus fãs posers’

Existir hoje

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Na pós-modernidade o tempo mede o valor do homem e das coisas em sua volta

Por Bruno Lyrab.r.l.322@bol.com.br

Segundo os gregos, o movimento altera a realidade, seja este movimento a simples deterioração da matéria ou nascimento, a realidade muda como fluxo do movimento.

O crash de 29, quebra da bolsa de Nova York, levou alguns empresários falidos ao suicídio. O que seria isso se não a relação de existir pelo capital? Quando o movimento do crash mudou a realidade do capital, mudou a forma do sujeito de se relacionar com a realidade, tornando plausível a não existência do corpo.

A burguesia moderna fez do proletariado uma fonte de mais-valia (lucro), desde o seu surgimento no feudalismo. O seu fortalecimento se deu com os conceitos da ética protestante, principalmente no que atribui o calvinismo, onde se propaga a idéia do divino interferindo na produção humana uma vez que o conceito de merecimento do paraíso é atribuído ao trabalho. Assim, fez do sujeito, ainda enquanto espírito, um ser alienado.

Ainda nesta relação, temos os indivíduos desprovidos de espírito, escravos, mão de obra açoitada pela imposição do trabalho duro e acorrentados às recompensas de não serem devidamente surrados por não cumprirem as exigências de seus senhores, seus patrões. Continue lendo ‘Existir hoje’

O outro lado da bolha

Por Raquelli Nataleraquellinatale@yahoo.com.br

bolha imobiliariaOs comentários sobre o crash do sistema financeiro americano alarmam a população quanto aos efeitos catastróficos que o mundo poderá sofrer. De certa forma, calcular perdas durante uma crise é mais fácil do que enxergar benefícios, mesmo porque apontar ganhos num momento de tensão pode parecer uma prática doidivanas.

A longa expansão mundial produziu atividades semelhantes às bolhas em tempos atrás. Entre as que marcaram história temos a bolha das ferrovias em 1880, a Wall Street em 1929, a da internet em 2000 e, por fim, a bolha imobiliária vivida agora. Todas tiveram um tempo de vida num ciclo de negócios que repetem o mesmo padrão: nascem, crescem desordenadamente e morrem.

bola de cristalNesta perspectiva, deve-se ressaltar que os estouros das bolhas que causaram transtornos financeiros, antes, trouxeram grandes benefícios. A bolha ferroviária, por exemplo, possibilitou o transporte rápido e construção de marcas como Coca-Cola. A de 1929 trouxe a criação de órgãos de regulação do mercado de capitais e do sistema bancário e em 2000 tivemos a popularização do e-mail, do comércio eletrônico e a criação do Google.

Embora a crise americana esteja longe do fim, podemos citar de antemão os avanços do capital humano que ela proporcionou como a construção de infra-estrutura exuberante e a redução da miséria no mundo. Só no Brasil, 20 milhões de pessoas emergiram da pobreza, contra 400 milhões da China. A Índia passou a deter 65% do mercado mundial de tecnologia da informação e 46% do de Call Center. A República Checa duplicou a produção de automóveis, entre 2004 e 2007.

Olhando por esta óptica, as bolhas são necessárias à dinâmica do capitalismo. Segundo o escritor de negócios Daniel Cross “as bolhas são fenômenos econômicos recorrentes e, contrariamente ao que pode sugerir o senso comum, são benéficas mesmo após seu estouro”.

De acordo com os estudos de Cross, as crises impulsionam os próximos ciclos de prosperidade, preparando-nos para novas fases de exuberância econômica.

bolha11Dessa forma, o impacto do estouro das bolhas pode ser significativo. No caso do Brasil, a crise amenizou problemas, pois desaqueceu a demanda por crédito e commodities, tornando-a menor e mais sustentável. Isso ajudou a controlar a inflação, propiciando maior estabilidade financeira.

Outro efeito positivo é que durante o crescimento das bolhas muitas marcas se consolidam. Devido ao investimento em massa numa única veia mercadológica as empresas tendem a trabalhar com mais propagandas e promoções para alcançar o melhor market share (espaço no mercado). Essa infra-estrutura abstrata construída permanece inabalada e não se esfarela com o resto das falências disseminadas.

De fato, o capitalismo mundial produz prosperidade para todos, mas de tempos em tempos dissipa-se em crises globalizadas. Não queiramos nós fazer parte somente dos momentos afortunados, pois a história já nos mostrou que o que pavimenta os ciclos venturosos são momentos de depressão. Portanto, é, sem dúvida, sinal de grande sabedoria preparar-se para estes momentos e discernir na turbulência o melhor que se pode engendrar.

Raquelli Natale é publicitária.

Pequenos clássicos capixabas

Tendo em vista a dinâmica contemporânea do ato do registro frenético de nosso cotidiano para posterior divulgação em canais midiáticos e de relacionamento, como o Orkut, fotologs e blogs, encontrei posts capixabas que já são hits no YouTube.

O primeiro é o curtíssimo “Pilota de Fulga”.  O vídeo mostra a derrocada da menina Klarice ao tirar onda com a sua motocicleta, acelerando-a até uma esquina e, em seguida, caindo ao bater num carro por conta de sua desatenção. Distração essa causada por conta de uma breve pose para a máquina que registrava toda a cena.

O acidente de Klarice já foi repostado por vários avatares e visto pelo menos umas 160.0000 vezes. Um verdadeiro hit by Cocal, bairro do município de Vila Velha, no Espírito Santo.

A segunda sessão da busca pela audiência alheia para a própria novela da vida privada é o nascimento da menina Elis, cujo pai disponibilizou 1min49seg de seu nascimento em rede mundial. O post já alcançou as 66.059 exibições desde o dia 5 de agosto deste ano até agora.

Palmares, um mau exemplo!

Contra ou não, a sociedade tem uma dívida para com as pessoas de pele negra, que historicamente sofrem com a desigualdade.

Por: Júnior Silva – medro59@yahoo.com.br

Recentemente li um artigo em uma grande revista de circulação nacional onde seu autor fazia críticas ao sistema de cotas para negros nas universidades públicas tentando desqualificar a palavra Quilombo, uma experiência das mais caras para a nossa história das lutas populares contra o elitismo e suas políticas e economias desumanas.

Ora, é claro que no vestibular, o computador que faz a leitura dos cartões de respostas e os professores que corrigem as provas discursivas não estão vendo se o candidato é negro ou branco. No entanto, a discriminação não está aí, e sim no caminho percorrido pelo candidato até chegar ao vestibular. Como podemos falar que o vestibular não é discriminatório, se ele leva em conta apenas o conhecimento adquirido pela educação formal? Na verdade, não está sendo avaliado o potencial do indivíduo, mas sim a qualidade de acesso que ele pode ter à informação e formação. Quantos filhos de negros podem apenas estudar, dedicando todo o seu tempo apenas a se formar e informar? Sabemos que, todas as estatísticas nunca mostraram os negros com renda e poder aquisitivo maior que os brancos, por isso, não é difícil concluir que os filhos dos negros têm menos acesso a internet, aquisição de livros, viagens que ampliem as experiências cognitivas e concretas sobre a história e geografia e até mesmo assistir às aulas melhor alimentado, o que também faz grande diferença na qualidade do aprendizado. É claro que, uma parte significativa da população branca também sofre todas essas privações, mas a segregação gera uma potencialização ainda mais nefasta desse quadro.

É necessário, sim, uma reparação social aos negros pelo que a elite branca desse país fez e continua fazendo. Se os defensores dessa nossa democracia burguesa, que é responsável por esse modelo de vestibular, acreditam realmente nela, deveriam como bons burgueses democratas, assumir esse ônus que é social.

É exatamente por isso que, neste momento, existe uma elite branca amedrontada com a proporção que a discussão sobre cotas tem tomado. É um grupo que, historicamente sempre esteve no poder, e que, pela primeira vez foi “convidado” a dividi-lo.

No passado, o Quilombo de Palmares se tornou o pesadelo dos donos de escravos e terras do nordeste brasileiro, tanto que, foi feito um dos maiores esforços econômicos e políticos da época para acabar com o Quilombo. Donos de terras e escravos da Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia e Maranhão se uniram e contrataram o mercenário Domingos Jorge Velho para liquidar com Palmares. Este enorme esforço tinha um bom motivo:

Palmares se tornava cada vez mais conhecido, não só por ser um refúgio, mas, também por ter se tornado um exemplo de comunidade coletiva, sem propriedade privada, com uso coletivo das terras de maneira equilibrada e sem discriminação. Em uma colônia onde a propriedade privada e concentração das terras nas mãos de uma pequena elite branca lhes garantia privilégio e poder político, Palmares se apresentava como um mau exemplo, que poderia levar toda a sociedade a questionar aquela concentração de riquezas.

É por estas questões que as cotas hoje se apresentam como um novo Palmares, pois elas são um “mau” exemplo que já colocaram em xeque o discurso da competência e dos méritos individuais. Como podemos julgar méritos e competências em uma sociedade onde não existe igualdade de acesso a informação, educação, alimentação de qualidade, e, além dessas privações, ainda ser segregado.

Que merda é essa?!

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Por Geize Miranda 

À primeira vista parece engraçado, mas isso é desesperador, preocupante: o gado é responsável por 18% do aquecimento global.

O aquecimento global é notavelmente um dos assuntos mais polêmicos na atualidade. É a grande febre do momento. Todos os noticiários alertam para o grande aumento de poluição de ruas e rios, emissão de gases nos veículos e queimadas.

Porém, algo inédito para mim, que está tão próximo de grande parte da população é responsável por, nada mais, nada menos que, 18% do aquecimento global no mundo.

Li na REVISTA TRIP de julho que este responsável é o gado. Isso mesmo, o gado do mundo inteiro é responsável por 18% do aquecimento global. Por causa do metano emitido pela digestão dos alimentos consumidos e por causa também do nitrogênio que se desprende dos excrementos depositados.

No Brasil, o conjunto do rebanho bovino, caprino, suíno e companhia é o segundo emissor de gases, atrás apenas das queimadas, na lista dos responsáveis pelo aquecimento global.

Qual seria a solução?
Ensinar os gados a usarem o sanitário? Costurar a saída de elementos fecais?
Alguma saída deve ser encontrada e com muita urgência. Em bairros de periferia muito próximos de nós, ainda existem animais que andam soltos pelas ruas.

Encontremos uma solução para os excrementos dos nossos amiguinhos, ou adiantaremos nossa vida na “estufa”.


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