Archive for the 'lixo' Category

O Buraco do Ozônio

Autor: Cícero Lins de Moura

Nunca fiz uma queimada
Não desmatei Amazônia
Não provoquei a insônia
da gente ameaçada.
Não sou parte da cambada
Não mandei matar “Anatônio”,
Agora quero saber
o que eu tenho a ver
com o buraco do Ozônio.

Não fabriquei o “spray”
Não joguei lixo no rio,
Nem junto ao meio-fio,
onde estacionei.
Não fui eu que entreguei
nossas matas ao “Sinfrônio”,
pra crescer meu patrimônio…
Eu queria entender;
o que eu tenho a ver
com o buraco do Ozônio.

Não poluí o espaço
Não fabriquei foguetório
Nada fiz de “explosório”,
provocando estardalhaço.
Não aumentei o mormaço
que cozinha o neurônio
na cuca do “Teotônio”…
Não posso compreender
o qu eu tenho a ver
com o buraco do Ozônio.

Nunca mexi no buraco
do Ozônio, ou de alguém,
e, agora, você vem
querendo encher o meu saco.
Deixe de balacobaco…
Vá cobrar do “Zé Bertônio”,
depois venha me dizer
o que eu tenho a ver
com o buraco do Ozônio.

FIM

Fonte: Folheto número 65 da Coleção Cordel Cicatriz

Barreirinha em chamas

barreirinha em chamas by luiz eduardo nevesQueimada para limpar loteamento quase termina em tragédia em Cariacica

Por Luiz Eduardo Nevesdudunews@hotmail.com

A foto acima é apenas um exemplo das perigosas queimadas urbanas – prática comum no morro da Barreirinha, em Jardim América, Cariacica-ES. Por conta de mais uma queimada para limpar um lote baldio, quase a tarde do sábado (07/03) termina em tragédia se não fosse o Corpo de Bombeiros.

barreirinhaopenOs bombeiros conseguiram apagar o fogo que começou a se alastrar para além do terreno incendiado, alcançando até a mata que margeia a nascente de um rio no pé do morro.

A fumaça alcançou casas que estão a quase um quilometro da Barreirinha. Imagine, então, o perigo para as residências vizinhas.

Por causa do loteamento e expansão imobiliária, queimadas são muito comuns no local.

Leia mais aqui.

O Canal Bigossi, escondido pela Terceira Ponte, polui a Baía de Vitória e praias do entorno.

Obras do Canal Bigossi começaram em maio, mas não se fala em tratamento de suas águas, que, contaminadas, são despejadas no mar.

Por Luiz Eduardo Nevesdudunews@hotmail.com

As eleições municipais estão aí, uma imensidão de candidatos e de promessas também. Promessas que projetos para melhorar Vila Velha em questões como Saúde, Educação, Segurança, Trânsito e Desenvolvimento. A questão de quando se fala em desenvolvimento é: como se dá esse progresso?

Em época de jargões como “desenvolvimento sustentável” e “responsabilidade ecológica”, o que vemos ainda hoje é a falta de sensibilidade para com o meio ambiente. O cartão de visita da cidade, logo ao descer da Terceira Ponte, é um valão a céu aberto, que deságua no mar sem tratamento algum.

O Canal da Costa, conhecido atualmente como Canal Bigossi, tinha dunas de areia branca e água limpa, contudo, hoje, a realidade é outra. O Canal da Costa juntamente com outros pontos de contato com o mar recebem setenta e seis por cento do esgoto sanitário sem tratamento da Grande Vitória.

Em Vila Velha, a maior parte do esgoto sanitário não recebe tratamento, sendo despejado diretamente na rede pluvial da Prefeitura e conduzido por esta até o mar, por meio do Canal da Costa, deixando em toda a sua extensão um rastro de poluição e, conseqüentemente, o mau cheiro.

No caso do Bigossi, os efluentes domésticos, industriais, entre outros, são lançados no mar embaixo da Terceira Ponte, na entrada da Baía de Vitória, contaminando e prejudicando diretamente o ecossistema litorâneo, com metais pesados e outras substâncias que são também nocivas à saúde humana (contato com essas águas, consumo de peixes e frutos do mar e etc.).

Esta agressão contínua e ininterrupta à natureza atinge as principais praias da região da Grande Vitória, como a Praia de Camburi, Praia da Costa, Itapuã, Itaparica e adjacências, pelo fenômeno da dispersão dos materiais, influenciado pelas correntes marinhas.

Novela

Saber de quem era a responsabilidade para melhorias do Bigossi foi uma novela que se arrastou por anos. Entre o “empurra empurra” da prefeitura para o governo e vice-versa, chegou-se a cogitar esse encargo para a Rodosol por conta da concessão para administrar a Terceira Ponte e a Rodovia do Sol.

Por fim, no dia 19 de maio deste ano, começaram as obras que vão transformar o referido canal num espaço viário interligando a Terceira Ponte a Rodovia Darly Santos, com o objetivo de desafogar o trânsito do centro de Vila Velha.

Porém, tratamento de esgoto e despoluição do canal são assuntos que nunca foram tocados por nenhum órgão responsável (Prefeitura, Governo do Estado e Cesan). Por isso, na hora da escolha do administrador do município, vale a pena observar quem está realmente preocupado com a nossa saúde, bem-estar e desenvolvimento. Isso tudo envolve o ambiente em que vivemos.

Midiatrix

Por Geize Miranda 

Vi um vídeo muito interessante sobre a mídia brasileira no blog do Professor Fábio Malini. O vídeo trata de uma crítica à mídia brasleira, usando imagens do filme Matrix.

Para os Bonners de plantão: nem todo brasileiro é um Homer. 

Idiota é quem sabe e não viu

Ilha das Flores é um clássico atual e arrebatador.

Por: Luiz Eduardo Neves.

É uma vergonha para alguém que diz ser cinéfilo. Mas é isso que senti, pois só conheci a obra prima de Jorge Furtado nesses dias. Ilha das Flores é um curta-metragem que diz tudo em apenas 13 minutos.

Também não vou tentar me redimir dizendo que pesquisei os vídeos do diretor e topei com Ilha. Na verdade, foi quase isso.

Escutei o nome da criança pela primeira vez em uma aula do curso de jornalismo, na qual um dos meus colegas de classe perguntou se o professor já havia assistido o tal filme. Com a negativa do mestre, o rosto do aluno ficou com uma expressão de “porra, que idiota”. Tudo bem, pois saber mais em alguma coisa do que um cara que está lá para te ensinar vale uma tiração de onda. O problema foi eu também vestir a carapuça de idiota. E isso durou apenas 2 segundos.

Depois só lembrei do fato quando, num dia ao arrumar o meu armário, encontrei um dvd com as obras de Jorge Furtado, que a muito copiara de uma amiga.

O lance foi colocar o piratão para rodar e assistir o tão comentado Ilha das Flores.

Quando terminou senti um misto de exaltação por ter passado por uma experiência audiovisual chocante (e consciente) e um questionamento do porque não havia passado por aquilo antes.

A história conta a trajetória de um tomate, desde a plantação até ser jogado no lixo. Aos olhos do espectador o processo de geração de riqueza e as desigualdades surgem no meio do caminho.

Não se sinta um idiota. Assista o curta pelo Porta Curtas ou abaixo:

Caminhada ecológica

rene

Vila Velhenses realizam limpeza do Morro do Moreno.

Por: Luiz Eduardo Neves.

Aconteceu no sábado, dia 4 de agosto, no Morro do Moreno, uma Caminhada Ecológica, organizada pela faculdade Novo Milênio e a Secretaria de Meio-Ambiente de Vila Velha (Semma), com o objetivo de despertar a consciência ecológica dos moradores e freqüentadores de um dos cartões postais canela-verde.

As 80 pessoas que participaram da Caminhada foram até o topo do Morro, com saída na Praia do Ribeiro e chegada na Vila Militar. Ao longo da trilha recolheram cerca de 200 kg de lixo, entre latas de alumínio, papelão, guimbas de cigarro, sacolas e garrafas plásticas, vidros, além de roupas e até um par de sapatos. Na maior parte do percurso foi percebida as conseqüências da queimada que aconteceu no local na semana passada.

Para o organizador da ação, Renê Pereira Cavalcante (foto), a iniciativa é muito importante, pois muitos moradores da Praia da Costa nunca fizeram a trilha até o topo do Morro do Moreno. “Nós só protegemos o que conhecemos”, diz.

No passeio havia crianças, jovens, adultos, idosos, ciclistas, estudantes, moradores das redondezas e capoeiristas, enfim, um público bastante diversificado. A coordenadora de Recursos Naturais de Vila Velha, Tatiana Silva, vê essa mobilização como um despertar da consciência em relação ao meio ambiente. Segundo ela, “para salvar o mundo precisamos preservar os patrimônios naturais que estão ao nosso lado”.

Nos caminhos da Reciclagem

Por Geize Miranda

Reciclagem é um conjunto de técnicas que tem por finalidade aproveitar os detritos e reutiliza-os no ciclo de produção de que saíram. É  resultado de uma série de atividades, pela qual materiais que se tornariam lixo, ou estão no lixo, são desviados, coletados, separados e processados para serem usados como matéria-prima na manufatura de novos produtos.

Segundo o IBGE, o Brasil produz 228 mil toneladas de lixo por dia. Em média, mais de um quilo por pessoa e só 11% são reciclados.

Em alguns casos, não é possível reciclar indefinidamente o material. Isso acontece, por exemplo, com o papel, que tem algumas de suas propriedades físicas minimizadas a cada processo de reciclagem, devido ao inevitável encurtamento das fibras de celulose.

Em outros casos, felizmente, isso não acontece. A reciclagem do alumínio, por exemplo, não acarreta em nenhuma perda de suas propriedadades físicas, e esse pode, assim, ser reciclado continuamente.

Os materiais que podem ser reciclados são: papel e papelão; água proveniente de processos industriais; garrafas PET;  latas de alumínio; vários tipos de metais: cobre, aço, chumbo, latão, zinco; plásticos; pneus; tinta; restos da construção civil; restos de alimentos e partes dos mesmos que não foram aproveitadas; óleo; galhadas; garrafas de vidro (cervejas, refrigerantes, etc); tecido (sobra de confecções, roupas velhas, etc) e parafusos

Para muitas pessoas que trabalham na reciclagem (em especial os que têm menos educação formal), a reciclagem é uma das únicas alternativas de ganhar o seu sustento, como já foi mencionado no post Sobreviventes do lixo.

Vale lembrar que o manuseio do lixo deve ser feito de maneira cuidadosa, para evitar a exposição a agentes causadores de doenças.

Peguei no Wikipedia alguns dados sobre o tempo de decomposição do lixo no meio ambiente:
• Papel: de 2 a 4 semanas
• Palitos de fósforos: 6 meses
• Papel plastificado: de 1 a 5 anos
• Cascas de bananas: 2 anos
• Chicletes: 5 anos
• Latas: 10 anos
• Pontas de cigarros: de 10 a 20 anos
• Couro: 30 anos
• Embalagens de plástico: de 30 a 40 anos
• Cordas de náilon: de 30 a 40 anos
• Latas de alumínio: de 80 a 100 anos
• Tecidos: de 100 a 400 anos
• Vidros: 4.000 anos a 1 milhão de anos
• Pneus: indefinido
• Garrafas PET: indefinido
• Filtro de cigarro: 1 a 2 anos
• Madeira pintada: 13 anos
• Fralda descartável: 600 anos
• Tampa de garrafa: 150 anos
• Pano: de 6 meses a 1 ano

O vídeo abaixo mostra uma grande idéia para o destino das garrafas PET, confira:

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