Archive for the 'meio-ambiente' Category

Um contrabalanço do consumo dos recursos naturais

Como viver na sociedade do pós-moderna, cujo lema é consumir, consumir e consumir, mas de uma forma responsável? Um vídeo que achei no YouTube coloca sua personagem central no olho do furacão desse dilema.

“Tô Cansado de Fazer Conta” (2008), de Gustavo Belo, em seus 6 minutos, mergulha num outro ponto de vista sobre como solucionar individualmente o problema do aquecimento global.

Segundo o próprio autor, “o personagem busca um modo de utilizar os confortos da pós-modernidade e, ao mesmo tempo, manter a consciência tranquila em relação ao meio-ambiente.

Este é um contrabalanço da existência humana e a utilização dos recursos naturais a nossa disposição.

Então veja, abaixo, “Tô Cansado de Fazer Conta”:

O Buraco do Ozônio

Autor: Cícero Lins de Moura

Nunca fiz uma queimada
Não desmatei Amazônia
Não provoquei a insônia
da gente ameaçada.
Não sou parte da cambada
Não mandei matar “Anatônio”,
Agora quero saber
o que eu tenho a ver
com o buraco do Ozônio.

Não fabriquei o “spray”
Não joguei lixo no rio,
Nem junto ao meio-fio,
onde estacionei.
Não fui eu que entreguei
nossas matas ao “Sinfrônio”,
pra crescer meu patrimônio…
Eu queria entender;
o que eu tenho a ver
com o buraco do Ozônio.

Não poluí o espaço
Não fabriquei foguetório
Nada fiz de “explosório”,
provocando estardalhaço.
Não aumentei o mormaço
que cozinha o neurônio
na cuca do “Teotônio”…
Não posso compreender
o qu eu tenho a ver
com o buraco do Ozônio.

Nunca mexi no buraco
do Ozônio, ou de alguém,
e, agora, você vem
querendo encher o meu saco.
Deixe de balacobaco…
Vá cobrar do “Zé Bertônio”,
depois venha me dizer
o que eu tenho a ver
com o buraco do Ozônio.

FIM

Fonte: Folheto número 65 da Coleção Cordel Cicatriz

Barreirinha em chamas

barreirinha em chamas by luiz eduardo nevesQueimada para limpar loteamento quase termina em tragédia em Cariacica

Por Luiz Eduardo Nevesdudunews@hotmail.com

A foto acima é apenas um exemplo das perigosas queimadas urbanas – prática comum no morro da Barreirinha, em Jardim América, Cariacica-ES. Por conta de mais uma queimada para limpar um lote baldio, quase a tarde do sábado (07/03) termina em tragédia se não fosse o Corpo de Bombeiros.

barreirinhaopenOs bombeiros conseguiram apagar o fogo que começou a se alastrar para além do terreno incendiado, alcançando até a mata que margeia a nascente de um rio no pé do morro.

A fumaça alcançou casas que estão a quase um quilometro da Barreirinha. Imagine, então, o perigo para as residências vizinhas.

Por causa do loteamento e expansão imobiliária, queimadas são muito comuns no local.

Leia mais aqui.

O Canal Bigossi, escondido pela Terceira Ponte, polui a Baía de Vitória e praias do entorno.

Obras do Canal Bigossi começaram em maio, mas não se fala em tratamento de suas águas, que, contaminadas, são despejadas no mar.

Por Luiz Eduardo Nevesdudunews@hotmail.com

As eleições municipais estão aí, uma imensidão de candidatos e de promessas também. Promessas que projetos para melhorar Vila Velha em questões como Saúde, Educação, Segurança, Trânsito e Desenvolvimento. A questão de quando se fala em desenvolvimento é: como se dá esse progresso?

Em época de jargões como “desenvolvimento sustentável” e “responsabilidade ecológica”, o que vemos ainda hoje é a falta de sensibilidade para com o meio ambiente. O cartão de visita da cidade, logo ao descer da Terceira Ponte, é um valão a céu aberto, que deságua no mar sem tratamento algum.

O Canal da Costa, conhecido atualmente como Canal Bigossi, tinha dunas de areia branca e água limpa, contudo, hoje, a realidade é outra. O Canal da Costa juntamente com outros pontos de contato com o mar recebem setenta e seis por cento do esgoto sanitário sem tratamento da Grande Vitória.

Em Vila Velha, a maior parte do esgoto sanitário não recebe tratamento, sendo despejado diretamente na rede pluvial da Prefeitura e conduzido por esta até o mar, por meio do Canal da Costa, deixando em toda a sua extensão um rastro de poluição e, conseqüentemente, o mau cheiro.

No caso do Bigossi, os efluentes domésticos, industriais, entre outros, são lançados no mar embaixo da Terceira Ponte, na entrada da Baía de Vitória, contaminando e prejudicando diretamente o ecossistema litorâneo, com metais pesados e outras substâncias que são também nocivas à saúde humana (contato com essas águas, consumo de peixes e frutos do mar e etc.).

Esta agressão contínua e ininterrupta à natureza atinge as principais praias da região da Grande Vitória, como a Praia de Camburi, Praia da Costa, Itapuã, Itaparica e adjacências, pelo fenômeno da dispersão dos materiais, influenciado pelas correntes marinhas.

Novela

Saber de quem era a responsabilidade para melhorias do Bigossi foi uma novela que se arrastou por anos. Entre o “empurra empurra” da prefeitura para o governo e vice-versa, chegou-se a cogitar esse encargo para a Rodosol por conta da concessão para administrar a Terceira Ponte e a Rodovia do Sol.

Por fim, no dia 19 de maio deste ano, começaram as obras que vão transformar o referido canal num espaço viário interligando a Terceira Ponte a Rodovia Darly Santos, com o objetivo de desafogar o trânsito do centro de Vila Velha.

Porém, tratamento de esgoto e despoluição do canal são assuntos que nunca foram tocados por nenhum órgão responsável (Prefeitura, Governo do Estado e Cesan). Por isso, na hora da escolha do administrador do município, vale a pena observar quem está realmente preocupado com a nossa saúde, bem-estar e desenvolvimento. Isso tudo envolve o ambiente em que vivemos.

Gestão ambiental vira moda

Gestão ambiental chega ao mercado da moda, aumentando as vagas de emprego e diminuindo a agressão ao meio ambiente.

Por: Cíntia Cazate, Fabiana Tessinari, Luiz Eduardo Neves e Raphaella Rodrigues

Como obter lucros e produzir produtos de alta qualidade sem agredir a natureza? A busca da resposta para essa questão está mudando o processo produtivo de industrias do ramo têxtil, como a GB Lavanderia e a Marles (vide box), que agridem diretamente o meio ambiente por meio de resíduos tóxicos e a cultura da matéria prima para a confecção das malhas.

O jeans é o “carro-chefe” do mercado capixaba, entretanto, antes de ser comercializado precisa passar por um processo de lavagem, pois é um tecido muito duro, e seria impróprio para uso se não fosse “amaciado”. Esse processo é muito prejudicial ao meio-ambiente e no composto utilizado há vários tipos de toxinas que poluem rios e mares. A GB Lavanderia, sediada em Colatina, é pioneira no Brasil em tipos alternativos de lavagem do jeans. A empresa desenvolveu uma técnica que não utiliza nenhum tipo de produto no material. O tecido é lixado manualmente e depois “lavado” com pedras (processo físico). A empresa está no mercado desde 1996 e o processo de lixamento (tecnologia orgânica) foi implantado no ano 2000. A lavanderia, que no ano de sua criação possuía 22 funcionários, atualmente conta com 120. Desses, 80 trabalham somente com o lixamento. “Uma atitude que é ecologicamente correta, passa a ser também social, à medida que gera muitos empregos”, relata Brito, gerente geral da GB.

Ainda na região Norte do Estado podemos encontrar inúmeras indústrias do ramo têxtil. As de grande porte, em sua maioria, fazem um trabalho interno de reaproveitamento e utilizam produtos biodegradáveis em suas lavanderias. Porém, pensar nas questões ecológicas hoje aumenta as despesas em torno de 45%. No caso das pequenas e médias indústrias, o SEBRAE está mapeando as condições para a implantação de projetos similares aos das grandes fábricas. Segundo a gestora de projetos do SEBRAE, Ana Karla Vitória Macabú, essa é uma medida para médio e longo prazo, já que a preocupação inicial dessas empresas é conseguir se estabilizar no mercado.

Moda Sustentável

moda marles bamboo

A malharia Marles, no mercado há 35 anos, lançou há um ano e meio a marca Bamboo, uma linha de tecido produzida com a fibra de bambu. A roupa produzida com o material, além da leveza, possui outros atributos, como a proteção contra os raios UV; elimina odores do suor; não forma pilling (bolinhas); e é termodinâmica, se faz calor esfria e no frio fica refrescante.

Segundo a gerente e marketing da malharia paulista, Priscila Canccian, “as fibras da maioria dos outros tecidos são extraídas da celulose de eucalipto, que não é uma planta nativa do Brasil e que agride bastante o solo, formando os desertos verdes”. Já o bambu é uma cultura sustentável por crescer cerca de 20 cm por dia. A plantação se renova um ano após a colheita.

Outras malharias, como a Menegotti, também já estão produzindo com o tecido ecologicamente sustentável. Mas o valor do produto final ao consumidor ainda é salgado por conta da importação da fibra, que é de produção exclusiva da China.

Caminhada ecológica

rene

Vila Velhenses realizam limpeza do Morro do Moreno.

Por: Luiz Eduardo Neves.

Aconteceu no sábado, dia 4 de agosto, no Morro do Moreno, uma Caminhada Ecológica, organizada pela faculdade Novo Milênio e a Secretaria de Meio-Ambiente de Vila Velha (Semma), com o objetivo de despertar a consciência ecológica dos moradores e freqüentadores de um dos cartões postais canela-verde.

As 80 pessoas que participaram da Caminhada foram até o topo do Morro, com saída na Praia do Ribeiro e chegada na Vila Militar. Ao longo da trilha recolheram cerca de 200 kg de lixo, entre latas de alumínio, papelão, guimbas de cigarro, sacolas e garrafas plásticas, vidros, além de roupas e até um par de sapatos. Na maior parte do percurso foi percebida as conseqüências da queimada que aconteceu no local na semana passada.

Para o organizador da ação, Renê Pereira Cavalcante (foto), a iniciativa é muito importante, pois muitos moradores da Praia da Costa nunca fizeram a trilha até o topo do Morro do Moreno. “Nós só protegemos o que conhecemos”, diz.

No passeio havia crianças, jovens, adultos, idosos, ciclistas, estudantes, moradores das redondezas e capoeiristas, enfim, um público bastante diversificado. A coordenadora de Recursos Naturais de Vila Velha, Tatiana Silva, vê essa mobilização como um despertar da consciência em relação ao meio ambiente. Segundo ela, “para salvar o mundo precisamos preservar os patrimônios naturais que estão ao nosso lado”.


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