Archive for the 'mídia de multidão' Category

Rei do pop e seus fãs posers

 tumulomichaeljackson

“Jacko”, além do seu potencial artístico e com o disco mais vendido de todos os tempos, já entra para história como sendo o único homem a nascer negro e morrer branco.

Por Janine Pozesjanine_pozes@hotmail.com

O que para o mundo é uma perda muito grande, não me abala tanto. Tá certo que o Michael Jackson era um ícone do cenário pop mundial, mas pra mim ele era um ser humano psicologicamente perturbado. Eu não tenho nada contra ele, muito pelo contrário, acho que ele merecia a denominação de “Rei do Pop”. Eu nunca fui fã e nem me tornei uma fã da noite para o dia só porque ele morreu. É extremamente estranho a quantidade de gente que só conhece uma música ou por ouvir todo mundo dizendo que o cara era bom, se autodenominam fãs. Engraçado que depois da morte, o cara em 24 horas triplicou a venda de CDs. Agora me diz: os artistas só têm valor depois que morrem?

Depois da morte de Jackson, apareceram várias pessoas dizendo que já fizeram algo para ele do tipo “segurei o guarda-sol pra ele”, “tenho o sofá que ele descansou durante as gravações”, “Levei água pra ele” e por aí vai.

Um fato engraçado foi o clipe de nome “They Don’t Care About Us” gravado no Brasil em 1996. No dia da estréia do clipe, tão aguardada pelos brasileiros, principalmente por moradores do morro de Santa Marta no Rio de Janeiro e do Pelourinho em Salvador, aconteceu uma inesperada mudança de planos.

Michael Jackson que havia produzido uma segunda versão para o videoclipe, com cenas de brigas, crianças com fome e cenas em um presídio fictício, utilizou esta versão para a estréia e foi ela que ficou bastante conhecida nos EUA e Europa, e onde está o Brasil nessa história? Fácil, nos 3 segundos finais do clipe lançado. Continue lendo ‘Rei do pop e seus fãs posers’

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Pequenos clássicos capixabas

Tendo em vista a dinâmica contemporânea do ato do registro frenético de nosso cotidiano para posterior divulgação em canais midiáticos e de relacionamento, como o Orkut, fotologs e blogs, encontrei posts capixabas que já são hits no YouTube.

O primeiro é o curtíssimo “Pilota de Fulga”.  O vídeo mostra a derrocada da menina Klarice ao tirar onda com a sua motocicleta, acelerando-a até uma esquina e, em seguida, caindo ao bater num carro por conta de sua desatenção. Distração essa causada por conta de uma breve pose para a máquina que registrava toda a cena.

O acidente de Klarice já foi repostado por vários avatares e visto pelo menos umas 160.0000 vezes. Um verdadeiro hit by Cocal, bairro do município de Vila Velha, no Espírito Santo.

A segunda sessão da busca pela audiência alheia para a própria novela da vida privada é o nascimento da menina Elis, cujo pai disponibilizou 1min49seg de seu nascimento em rede mundial. O post já alcançou as 66.059 exibições desde o dia 5 de agosto deste ano até agora.

Off Topic: Prova

A INTERNET como mídia de multidão e controle da vida
  Por Geize Miranda

Quando pensamos em multidão, logo vem à mente a idéia de um aglomerado de pessoas, simplesmente. Porém, Antônio Negri define MULTIDÃO como

“mais do que uma soma de cooperantes. É um conjunto de singuladaridades cooperantes que se apresentam como uma rede, uma network, um conjunto que define as singularidades em suas relações umas com as outras”.

Somos sujeitos com singularidade, ou seja, produzimos diferença. Se fôssemos apenas indivíduos, produziríamos apenas repetições do mundo. Enquanto indivíduos construímos relações com outros indivíduos.

Na internet não existe um ponto central que emite a informação e sim existe uma “multidão” promovendo trocas de informações.

Portanto, a internet também é uma mídia de multidão. Ela permite a relação de indivíduos através das comunidades virtuais. Porém, diferentemente dos meios de comunicação de massa, a internet permite que o indivíduo determine o seu existir e o não-existir.

Pierre Levy explica isso em Cibercultura:

“O ciberespaço como prática de comunicação interativa, recíproca, comunitária e intercomunitária, o ciberespaço como horizonte de mundo virtual vivo, heterogêneo e intotalizável no qual cada ser humano pode participar e contribuir”

“Uma comunidade virtual é construída sobre as afinidades de interesses, de conhecimento, sobre projetos mútuos, em um processo de cooperação ou de troca, tudo isso independentemente das proximidades geográficas e das filiações institucionais”.

As tecnologias de última geração facilitam a ação de comunicação e a troca de informações com velocidades e qualidades cada vez melhores.  Na base da pirâmide econômica e social, em larga escala, estão as populações que vivem à margem deste progresso. Para este grande público, o acesso à informação e à comunicação se dá, na maioria das vezes, por intermédio dos meios de comunicação em massa (ex: televisão e rádio).

A grande maioria da população não tem condições de contratar um serviço de tv por assinatura para se livrar da péssima qualidade dos programas que passam na tv convencional, por exemplo. É sabido que existem milhares de pessoas que valorizam a popularidade destes programas ao proporcionar índices de audiência elevados. Neste caso, o aspecto que influencia é meramente cultural ou educacional.

A internet veio para destruir a sociedade de massa.

A internet não afeta o espaço público, uma vez que o indivíduo é quem busca a informação. O que um indivíduo acessar não será transmitido automaticamente a todos os usuários, mas somente aos que desejarem obter as mesmas informações.

A Internet também é uma mídia de controle porque há mecanismo de controle que condificam os lugares por onde o internauta navegou como o protocolo TCP/IP. Ou até mesmo programas que controlam e podem bloquear no seu computador certas páginas da web.

Para Sandra Rodrigues Braga e Vânia Rubia Farias Vlach, professiras de Geogafia, “o biopoder, utilizando pseudo-argumentos biológicos, escolhe a quem deixar morrer. Para essa escolha, a partir do último quartel do século passado, passa-se a dispor de instrumentos altamente sofisticados, baseados em uma linguagem digital comum, por intermédio da qual a informação é gerada, armazenada, recuperada, processada e transmitida.”

O biopoder como a biopotência passam necessariamente, e hoje mais do que nunca, pelo corpo. O poder já não se exerce desde fora, nem de cima, mas como que por dentro, pilotando nossa vitalidade social de cabo a rabo. Não estamos mais às voltas com um poder transcendente, ou mesmo repressivo, trata-se de um poder imanente, produtivo. Como o mostrou Foucault, um tal biopoder não visa barrar a vida, mas tende a encarregar-se dela, intensificá-la, otimizá-la.


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