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Protesto gera engarrafamento de motos

moto engarrafameto

Motociclistas realizam protesto na Segunda Ponte e acabam gerando engarrafamento inédito na Grande Vitória

Por Luiz Eduardo Neves – dudunews@hotmail.com

Na manhã da sexta-feira (17/04), motociclistas fecharam o trânsito na Segunda Ponte para protrestar contra o projeto de lei que os proíbe de dirigirem pelos chamados “corredores” das ruas.

Por impedimento causado pelo protesto, uns 100 metros depois de onde estavam os manifestantes, três ônibus e dois caminhões fecharam o acesso aos corredores. Por isso, outros motociclistas não poderam passaram pelo, causando um engarrafamento de motos – coisa que não se vê no dia-a-dia. Taí mais um motivo para não haver a proibição dos “corredores”.

Há quinze anos ando de moto e nunca vi algo assim – tantas motos paradas num engarrafamento.

Será que, se a lei proibitiva do tráfego de motocicletas nos corredores entrar em vigor, ainda valerá a pena ter um veículo ágil que consome menos espaço e gasolina? Pelo menos na manha da última sexta vi como ficaria muito pior o caos do trânsito da Grande Vitória-ES.

Abaixo, vídeo comprovando mais esse futuro transtorno:

Entrevista com Felipe Macedo

Presidente da Federação de Cineclubes de São Paulo dá sua opinião sobre o fim do Cineart

No início de 2008, o Cineart Glória foi reformado e, em março, reinaugurado com grandes expectativas de melhoras em sua programação de filmes, que, além de cinema, abrigaria outros eventos culturais. Porém, logo após sua reabertura, em abril, o Cineart foi fechado definitivamente para se tornar uma igreja evengélica.

Sobre esse contexto, a equipe do Boca do Lixo conversou por e-mail com o assessor de Relações Internacionais do Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros, Felipe Macedo, também diretor do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, que, neste ano, chega a 4ª edição.

BOCA DO LIXO – O fim do Cineart marca o fim definitivo dos cinemas de bairro da Grande Vitória. Por qual motivo as salas de exibição de filmes de bairro perderam tanta força através dos anos?
felipe macedoFELIPE MACEDO (FOTO) – A partir dos anos 80, as empresas americanas de distribuição se concentraram em apenas três – em alguns momentos só duas – não por processos de aquisição ou fusão, mas sob a batuta da Motion Pictures Association. Nos EUA, elas continuavam empresas separadas, aqui se cartelizaram. Os territórios foram abolidos e fechados os escritórios regionais. Estruturadas como monopólio, as empresas passaram a ditar os preços sem concorrência: num espaço de tempo reduzidíssimo faliram aos magotes os pequenos exibidores, desapareceram os cinemas nas cidades pequenas, depois nas médias, nos bairros. Enfim, cerca de 80% das salas de cinema fecharam em poucos anos.

O modelo e o controle da distribuição determinam o estado da exibição. O cinema deixou de ser divertimento popular, passou a ser entretenimento para as elites, concentradas em algumas grandes “praças”, com um ingresso muitas vezes mais caro do que o valor histórico até então. A administração da distribuição ficou mais barata e o aumento do ingresso compensou a diminuição de salas.

BL – Praticamente todas as grandes salas de cinema da GV (Paz, Santa Cecilia e, agora, Cineart), mesmo que por uma baita coincidência, viraram igrejas evangélicas. O que você acha desse fenômeno: lugares que eram espaços para a cultura virarem lugares voltados à religião?
FM
– Pessoalmente, acho péssimo. A religião é um elemento de alienação ainda pior que o pior cinema possível. Mas, dadas as características dos espaços vagos, e a evolução do mercado imobiliário, grandes espaços de antigos cinemas têm que ser ocupados por estacionamentos, supermercados e outras lojas de grande superfície, como os templos onde se negocia o divino.

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Barreirinha em chamas

barreirinha em chamas by luiz eduardo nevesQueimada para limpar loteamento quase termina em tragédia em Cariacica

Por Luiz Eduardo Nevesdudunews@hotmail.com

A foto acima é apenas um exemplo das perigosas queimadas urbanas – prática comum no morro da Barreirinha, em Jardim América, Cariacica-ES. Por conta de mais uma queimada para limpar um lote baldio, quase a tarde do sábado (07/03) termina em tragédia se não fosse o Corpo de Bombeiros.

barreirinhaopenOs bombeiros conseguiram apagar o fogo que começou a se alastrar para além do terreno incendiado, alcançando até a mata que margeia a nascente de um rio no pé do morro.

A fumaça alcançou casas que estão a quase um quilometro da Barreirinha. Imagine, então, o perigo para as residências vizinhas.

Por causa do loteamento e expansão imobiliária, queimadas são muito comuns no local.

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Fim de uma era

Sala CineartHá quase um ano, o último cinema de bairro da Grande Vitória fechou as suas portas para virar uma igreja evangélica

Por Luiz Eduardo Neves – dudunews@hotmail.com

O Cineart Glória – símbolo de resistência por ser o último cinema de bairro da Grande Vitória – está fechado desde o início do ano passado. Depois de 55 anos como ponto de entretenimento e cultura, a sala foi alugada para tornar-se um templo religioso.

Segundo o último administrador do Cineart, o cineclubista Marcos Valério Guimarães, “a sala parou de funcionar em abril de 2008. No entanto, tínhamos fechado em setembro de 2007 para reformas e reabrimos em março do ano seguinte. O problema foi o período em que reinauguramos – na entresafra de lançamentos. Além da dificuldade de conseguirmos cópias desses filmes”, o que torna a concorrência, com as salas de shoppings, desleal.

Porém, mesmo quase um ano após seu fechamento, muitos freqüentadores e moradores do entorno nem sabiam do fato. Os que manifestaram alguma opinião sempre citavam a grande vantagem do cinema: o baixo preço.

Para Luiz Danilo Evangelista Venturotti, 30 anos, “muitas pessoas não tinham condições de pagar os preços estipulados nos shoppings, então o Cineart era uma opção de divertimento para os menos previlegiados”.

multiplexO Cineart ainda sobrevivia por atender uma parcela mais popular do mercado, que buscava preços mais baixos. Além disso, apesar de um pouco atrasada em relação ao lançamento, eram exibidas as mesmas grandes produções cinematográficas dos multiplex.

“Muita vezes eu acabava enfrentando as filas e preços enormes dos shoppings, pois tinha o problema do filme chegar bem depois”, diz a universitária Janine Pozes, 21 anos. “Mesmo assim, de vez em quando, valia a pena curtir o clima família e a comodidade de um cinema de bairro”, complementa.

“Este atraso não era grande desvantagem assim em relação à quantidade de público, pois os DVD’s alternativos ainda não tinham uma expressão tão significativa até meados de 2006”, explica Marcos. Atualmente 90% das mídias piratas apreendidas pela polícia são DVD’s.

Já o presidente da federação Paulista de Cineclubes, Felipe Macedo, acredita que o problema é estrutural. “A partir dos anos 80, estruturadas como monopólio, as empresas distribuidoras passaram a ditar os preços sem concorrência. Cerca de 80% das salas de cinema fecharam em poucos anos. O cinema deixou de ser divertimento popular, passou a ser para as elites, concentradas em algumas grandes “praças”, com um ingresso muitas vezes mais caro do que o valor histórico até então. A administração da distribuição ficou mais barata e o aumento do ingresso compensou a diminuição de salas”, analisa Felipe.

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Cine Hollywood

Cineart, em Vila Velha, cria mostra de filmes para atrair público e promove volta ao tempo dos cinemas de bairro

Por Gustavo Chelujelcheluje@redegazeta.com.br

cineartO único cinema de bairro na Grande Vitória pode até sofrer com a falta de público e a concorrência das salas de shopping, mas resiste. Prova disso é o projeto Sessão Cultural Cineart, mostra de clássicos nacionais e americanos, exibidos gratuitamente em DVD, durante os finais de semana até fevereiro do próximo ano, no Cineart da Glória, em Vila Velha.

O público, a julgar pela sessão acompanhada pelo Caderno 2, gostou da idéia. “Quando um cinema de bairro fecha as portas, o que acaba é a identidade cultural de uma localidade e não apenas uma sala de projeção. Por isso, estou apoiando a iniciativa e pretendo participar da mostra semanalmente”, afirma a cabeleireira Luciane Luiza dos Santos, 36 anos, uma das 40 pessoas que assistiram a sessão do clássico do cinema mudo, “Em Busca do Ouro” (1925), dirigido por Charles Chaplin.

Também presente na sessão, Fábio de Assis, 29, comerciante e morador do bairro, destaca o caráter social das salas de bairro. “Com o fechamento dos cinemas, a população menos favorecida – e a mais carente de cultura – acaba ficando com poucas opções de lazer. Muitos não têm condições de pagar um ingresso de R$ 15”, acredita, elogiando a programação do evento, que exibirá mais de 70 títulos.

O filme em cartaz hoje é “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1977), longa de Bruno Barreto que ainda detém o título de produção nacional mais vista na história do cinema brasileiro, com 12 milhões de espectadores. A sessão começa às 10h30.

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O outro lado da bolha

Por Raquelli Nataleraquellinatale@yahoo.com.br

bolha imobiliariaOs comentários sobre o crash do sistema financeiro americano alarmam a população quanto aos efeitos catastróficos que o mundo poderá sofrer. De certa forma, calcular perdas durante uma crise é mais fácil do que enxergar benefícios, mesmo porque apontar ganhos num momento de tensão pode parecer uma prática doidivanas.

A longa expansão mundial produziu atividades semelhantes às bolhas em tempos atrás. Entre as que marcaram história temos a bolha das ferrovias em 1880, a Wall Street em 1929, a da internet em 2000 e, por fim, a bolha imobiliária vivida agora. Todas tiveram um tempo de vida num ciclo de negócios que repetem o mesmo padrão: nascem, crescem desordenadamente e morrem.

bola de cristalNesta perspectiva, deve-se ressaltar que os estouros das bolhas que causaram transtornos financeiros, antes, trouxeram grandes benefícios. A bolha ferroviária, por exemplo, possibilitou o transporte rápido e construção de marcas como Coca-Cola. A de 1929 trouxe a criação de órgãos de regulação do mercado de capitais e do sistema bancário e em 2000 tivemos a popularização do e-mail, do comércio eletrônico e a criação do Google.

Embora a crise americana esteja longe do fim, podemos citar de antemão os avanços do capital humano que ela proporcionou como a construção de infra-estrutura exuberante e a redução da miséria no mundo. Só no Brasil, 20 milhões de pessoas emergiram da pobreza, contra 400 milhões da China. A Índia passou a deter 65% do mercado mundial de tecnologia da informação e 46% do de Call Center. A República Checa duplicou a produção de automóveis, entre 2004 e 2007.

Olhando por esta óptica, as bolhas são necessárias à dinâmica do capitalismo. Segundo o escritor de negócios Daniel Cross “as bolhas são fenômenos econômicos recorrentes e, contrariamente ao que pode sugerir o senso comum, são benéficas mesmo após seu estouro”.

De acordo com os estudos de Cross, as crises impulsionam os próximos ciclos de prosperidade, preparando-nos para novas fases de exuberância econômica.

bolha11Dessa forma, o impacto do estouro das bolhas pode ser significativo. No caso do Brasil, a crise amenizou problemas, pois desaqueceu a demanda por crédito e commodities, tornando-a menor e mais sustentável. Isso ajudou a controlar a inflação, propiciando maior estabilidade financeira.

Outro efeito positivo é que durante o crescimento das bolhas muitas marcas se consolidam. Devido ao investimento em massa numa única veia mercadológica as empresas tendem a trabalhar com mais propagandas e promoções para alcançar o melhor market share (espaço no mercado). Essa infra-estrutura abstrata construída permanece inabalada e não se esfarela com o resto das falências disseminadas.

De fato, o capitalismo mundial produz prosperidade para todos, mas de tempos em tempos dissipa-se em crises globalizadas. Não queiramos nós fazer parte somente dos momentos afortunados, pois a história já nos mostrou que o que pavimenta os ciclos venturosos são momentos de depressão. Portanto, é, sem dúvida, sinal de grande sabedoria preparar-se para estes momentos e discernir na turbulência o melhor que se pode engendrar.

Raquelli Natale é publicitária.

Pequenos clássicos capixabas

Tendo em vista a dinâmica contemporânea do ato do registro frenético de nosso cotidiano para posterior divulgação em canais midiáticos e de relacionamento, como o Orkut, fotologs e blogs, encontrei posts capixabas que já são hits no YouTube.

O primeiro é o curtíssimo “Pilota de Fulga”.  O vídeo mostra a derrocada da menina Klarice ao tirar onda com a sua motocicleta, acelerando-a até uma esquina e, em seguida, caindo ao bater num carro por conta de sua desatenção. Distração essa causada por conta de uma breve pose para a máquina que registrava toda a cena.

O acidente de Klarice já foi repostado por vários avatares e visto pelo menos umas 160.0000 vezes. Um verdadeiro hit by Cocal, bairro do município de Vila Velha, no Espírito Santo.

A segunda sessão da busca pela audiência alheia para a própria novela da vida privada é o nascimento da menina Elis, cujo pai disponibilizou 1min49seg de seu nascimento em rede mundial. O post já alcançou as 66.059 exibições desde o dia 5 de agosto deste ano até agora.


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