Uuuuuh Bubbaloo

Curta-metragem dirigido e roteirizado por Luiz Eduardo Neves

Na última sexta-feira (16/10), o curta-metragem Bubblegum Black foi exibido no Cine Metrópolis, na UFES, durante a V Mostra Produção Independente – Cinema em Negro & Negro.

A ficção, protagonizada por Seu Pereira e Dona Conceição, causou furor no público com a cena de beijo entre as duas personagens, que represetam o amor na terceira idade. Prova que um casal, após 30 anos de casado, ainda pode estar apaixonado.

Sendo último curta exibido na noite de sexta, Bubblegum fechou a noite da mostra da ABD levantando aplausos e um grito de guerra do público: Uuuuuh Bubbaloo, Uuuuuh Bubbaloo.

Ver a minha produção no telão já foi o grande prêmio. Mas o agito da galera ao ver o filme foi um grande bônus.

Ah, Bubblegum Black já foi selecionado para o Primeiro Festival de Cinema de Ribeirão Pires– SP, que será realizado do dia 20 à 27 de março de 2010.

Se você não foi na mostra da ABD (ou foi e quer ver novamente) e não poderá ir à Ribeirão Pires, assista abaixo a breve história de uma tia que também ama:

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O Intelectual Orgânico

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O programa Povo na TV foi o pioneiro no Estado do Espírito Santo em buscar a participação do público, dando espaço para reclamações e sugestões de pauta, assim como, por exemplo, na coluna “Qual é a Bronca?” do jornal A Tribuna

Por Francisca Selidonha Pereira da Silva – franciscasp@hotmail.com

A ação do intelectual ampliada, diferente, capaz de um caráter formulador e de despertar consciências e transformar a sociedade em que vive. Essa é a perspectiva do teórico italiano Antônio Gramsci. A proposta desse artigo é verificar a presença desse intelectual no Programa Povo na TV da TV Educativa do Espírito Santo. O programa foi criado no Governo Albuíno Azeredo e ficou no ar no período de 1991 a 1994.

Para Gramsci o intelectual orgânico é “o que age, que atua, participa,  ensina, organiza e conduz, enfim, se imiscui e ajuda na construção de uma nova cultura, de uma nova visão do mundo, de uma nova hegemonia”. Para ele, esse intelectual se contrapõe àquele que fica preso às teorias, mas não se aproxima da prática. Gramsci não apenas defendeu o engajamento do intelectual, mas formulou um novo modelo, construindo um método, que tirou os intelectuais “de trás da cortina e os colocou no proscênio da ação política. Gramsci deu ao intelectual uma outra dimensão, constituiu-o em objeto de análise e de pesquisa, fazendo com que, desde então, não se separe pensamento e ação”. Um só funciona com o outro.

povo_tv_4O programa foi criado num período efervescente da política capixaba, quando houve valorização da comunicação como recurso de relacionamento do poder público com o cidadão comum.  Esse programa funcionou como uma praça pública mediática, onde o cidadão comum tinha a chance de se encontrar com os representantes do poder público e apresentar as suas reivindicações. Em alguns casos, o programa facilitava a execução de obras e melhorias nessas comunidades. O entrevistado da praça, dos bairros, por um instante rompia as barreiras e as distâncias dos meios de comunicação e tinha acesso naquele momento à voz, tornando-se ator no processo, capaz de modificar de alguma forma a sua realidade social ao levar às autoridades presentes no estúdio e ao denunciar à população em geral, aos telespectadores, as suas reivindicações de melhorias para o bairro ou para a qualidade de vida de um modo geral. Continue lendo ‘O Intelectual Orgânico’

Zé Ramalho no Velho Oeste

Segue uma homenagem de Zé Ramalho cantando a canção “Wigwan” de Bob Dylan.

O vídeo abaixo é uma montagem com a desconstrução da cena chave do clássico filme de 1968  “Era Uma Vez no Oeste” (Once Upon a Time in the West), de Sergio Leone.

Me perdoe Enio Marricone!

Rei do pop e seus fãs posers

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“Jacko”, além do seu potencial artístico e com o disco mais vendido de todos os tempos, já entra para história como sendo o único homem a nascer negro e morrer branco.

Por Janine Pozesjanine_pozes@hotmail.com

O que para o mundo é uma perda muito grande, não me abala tanto. Tá certo que o Michael Jackson era um ícone do cenário pop mundial, mas pra mim ele era um ser humano psicologicamente perturbado. Eu não tenho nada contra ele, muito pelo contrário, acho que ele merecia a denominação de “Rei do Pop”. Eu nunca fui fã e nem me tornei uma fã da noite para o dia só porque ele morreu. É extremamente estranho a quantidade de gente que só conhece uma música ou por ouvir todo mundo dizendo que o cara era bom, se autodenominam fãs. Engraçado que depois da morte, o cara em 24 horas triplicou a venda de CDs. Agora me diz: os artistas só têm valor depois que morrem?

Depois da morte de Jackson, apareceram várias pessoas dizendo que já fizeram algo para ele do tipo “segurei o guarda-sol pra ele”, “tenho o sofá que ele descansou durante as gravações”, “Levei água pra ele” e por aí vai.

Um fato engraçado foi o clipe de nome “They Don’t Care About Us” gravado no Brasil em 1996. No dia da estréia do clipe, tão aguardada pelos brasileiros, principalmente por moradores do morro de Santa Marta no Rio de Janeiro e do Pelourinho em Salvador, aconteceu uma inesperada mudança de planos.

Michael Jackson que havia produzido uma segunda versão para o videoclipe, com cenas de brigas, crianças com fome e cenas em um presídio fictício, utilizou esta versão para a estréia e foi ela que ficou bastante conhecida nos EUA e Europa, e onde está o Brasil nessa história? Fácil, nos 3 segundos finais do clipe lançado. Continue lendo ‘Rei do pop e seus fãs posers’

Existir hoje

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Na pós-modernidade o tempo mede o valor do homem e das coisas em sua volta

Por Bruno Lyrab.r.l.322@bol.com.br

Segundo os gregos, o movimento altera a realidade, seja este movimento a simples deterioração da matéria ou nascimento, a realidade muda como fluxo do movimento.

O crash de 29, quebra da bolsa de Nova York, levou alguns empresários falidos ao suicídio. O que seria isso se não a relação de existir pelo capital? Quando o movimento do crash mudou a realidade do capital, mudou a forma do sujeito de se relacionar com a realidade, tornando plausível a não existência do corpo.

A burguesia moderna fez do proletariado uma fonte de mais-valia (lucro), desde o seu surgimento no feudalismo. O seu fortalecimento se deu com os conceitos da ética protestante, principalmente no que atribui o calvinismo, onde se propaga a idéia do divino interferindo na produção humana uma vez que o conceito de merecimento do paraíso é atribuído ao trabalho. Assim, fez do sujeito, ainda enquanto espírito, um ser alienado.

Ainda nesta relação, temos os indivíduos desprovidos de espírito, escravos, mão de obra açoitada pela imposição do trabalho duro e acorrentados às recompensas de não serem devidamente surrados por não cumprirem as exigências de seus senhores, seus patrões. Continue lendo ‘Existir hoje’

Um contrabalanço do consumo dos recursos naturais

Como viver na sociedade do pós-moderna, cujo lema é consumir, consumir e consumir, mas de uma forma responsável? Um vídeo que achei no YouTube coloca sua personagem central no olho do furacão desse dilema.

“Tô Cansado de Fazer Conta” (2008), de Gustavo Belo, em seus 6 minutos, mergulha num outro ponto de vista sobre como solucionar individualmente o problema do aquecimento global.

Segundo o próprio autor, “o personagem busca um modo de utilizar os confortos da pós-modernidade e, ao mesmo tempo, manter a consciência tranquila em relação ao meio-ambiente.

Este é um contrabalanço da existência humana e a utilização dos recursos naturais a nossa disposição.

Então veja, abaixo, “Tô Cansado de Fazer Conta”:

O Buraco do Ozônio

Autor: Cícero Lins de Moura

Nunca fiz uma queimada
Não desmatei Amazônia
Não provoquei a insônia
da gente ameaçada.
Não sou parte da cambada
Não mandei matar “Anatônio”,
Agora quero saber
o que eu tenho a ver
com o buraco do Ozônio.

Não fabriquei o “spray”
Não joguei lixo no rio,
Nem junto ao meio-fio,
onde estacionei.
Não fui eu que entreguei
nossas matas ao “Sinfrônio”,
pra crescer meu patrimônio…
Eu queria entender;
o que eu tenho a ver
com o buraco do Ozônio.

Não poluí o espaço
Não fabriquei foguetório
Nada fiz de “explosório”,
provocando estardalhaço.
Não aumentei o mormaço
que cozinha o neurônio
na cuca do “Teotônio”…
Não posso compreender
o qu eu tenho a ver
com o buraco do Ozônio.

Nunca mexi no buraco
do Ozônio, ou de alguém,
e, agora, você vem
querendo encher o meu saco.
Deixe de balacobaco…
Vá cobrar do “Zé Bertônio”,
depois venha me dizer
o que eu tenho a ver
com o buraco do Ozônio.

FIM

Fonte: Folheto número 65 da Coleção Cordel Cicatriz


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